Eu sou do tipo que come no RU quase todos os dias – muito pelo preço da refeição, é claro. Na maioria das vezes faço isso sozinha, o que para mim não é nada deprimente. Nessas ocasiões, o mais legal é ficar escutando as conversas do pessoal sentado ao lado. Entre surpresinhas de legumes, iscas e saladas de rúcula, fico sabendo sobre congressos e namoros, vejo as combinações para colar em uma prova difícil e ouço reclamações sobre a comida. Cheguei até a elaborar uma teoria sobre os assuntos mais abordados no RU da Saúde e no do Centro: no primeiro, festas e relacionamentos; no segundo, política, economia e outras discussões mais aprofundadas.
Hoje, comendo frango à dorê no Centro, minha teoria veio abaixo. Um cara com pose de galã (só pose) explicava aos seus amigos nerds os segredos do amor. Coisas como “as gurias nos tratam bem quando querem nos conquistar e depois que estamos apaixonados viramos lixo” (descobriu a América) e “tem que escolher uma guria gostosa, com o peitinho durinho”. Os colegas olhavam para ele, que falava gritando, como se fosse o oráculo dos relacionamentos.
Se ele tava certo, não sei; minha teoria já sei que não. Só me resta almoçar no RU amanhã e escutar mais conversas alheias.
RU é tudo de bom!
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Uma lição de vida a cada refeição!
hauhauhuaha